A importância da doação de sangue para salvar vidas

Doar sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas
Doar sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas.

Doar sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas. Pois, em muitos casos a transfusão de sangue é a única esperança de vida. 

 Assim, com o objetivo de conscientizar sobre a importância da realização da doação de sangue a Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com a Federação Internacional da Cruz Vermelha, criou em 2005, o Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado no dia 14 de junho.     

A coordenadora de captação do Hemocentro do Rio Grande do Sul, Gesiane Fereira Almansa, explica como funciona o processo de doação de sangue. 

A importância da doação de sangue  

A doação de sangue é fundamental para o funcionamento do corpo humano, pois, garante a disponibilização de componente sanguíneos para os pacientes que necessitam de transfusão, como, por exemplo, vítimas de acidentes que precisam de cirurgias, entre outras situações clínicas.   

Pois, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 3 milhões de doações de sangue são realizadas anualmente na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), mas devido à pandemia da Covid-19, em 2020, o registro de doações caiu cerca de 10% em relação à 2019.  

Gesiane Ferreira reforça a importância de doar sangue. “Importante realizar a doação de sangue, pois não temos substituto para esse tecido vivo que corre em nossas veias. Como atendemos muitos hospitais, temos dificuldade de suprir a demanda por hemocomponentes, devido a oferta de candidatos a doação.  A Organização Mundial das Nações Unidas preconiza que de 2 a 5 % da população seja doador. No Brasil somos apenas 1,6% da população doadora de sangue, isso quer dizer que a cada mil pessoas apenas 16 realizam doações de sangue. O Rio Grande do Sul esse índice é um pouco maior, 2,4%, mas mesmo assim ainda ficamos em déficit.” 

Pois, a coordenadora explica que uma doação pode salvar mais de uma vida. “Em cada doação, um voluntário doa, 450ml de sangue, e pode com essa quantidade salvar até quatro pessoas. Ela é fracionada em quatro hemocomponentes diferentes que são hemácias, plasma, Crioprecipitado e plaquetas. Então uma bolsa de sangue possibilita o tratamento de até quatro pessoas. Mas é importante destacar que estaremos salvando muito mais que quatro pessoas. Pois, a final de contas atrás de cada um desses pacientes beneficiados pela doação existe os seus familiares seus ante queridos que também recebem saúde através dessa doação.”, revelou Gesiane.        

Os critérios para doar sangue  

Os critérios para doar sangue  

Segundo Gesiane Ferreira Almansa, para ser doador de sangue é necessário:   

Estar em boas condições de saúde. 

Apresentar documento oficial de identidade com foto. 

Ter entre 16 e 69 anos. Candidatos a doadores com menos de 18 anos devem estar acompanhados pelos pais ou por responsável legal. 

Pesar no mínimo 50 quilos com desconto de vestimentas. 

O limite de idade para a primeira doação é 60 anos. 

Não estar em jejum e evitar alimentação gordurosa. 

Ter dormido pelo menos 6 horas antes da doação. 

Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação. 

Não fumar pelo menos duas horas antes da doação. 

O voluntário deve estar atento aos impedimentos temporários como:  

Gripe ou febre; 

Gestantes ou mães que amamentam bebês com menos de 12 meses;  

Até 90 dias após aborto ou parto normal e até 180 dias após cesariana;  

Tatuagem ou acupuntura nos últimos 12 meses;  

Exposição a situação de risco para a AIDS (múltiplos parceiros sexuais ou usuários de drogas);  

Herpes labial;  

Quem recebeu o imunizante Coronavac, é necessário aguardar 48h para realizar a doação. Já quem recebeu a vacina de Oxford/AstraZeneca, é necessário aguardar 07 dias para doar sangue. 

Portanto, para doar sangue o voluntário realizar um cadastro, após passa por uma triagem para verificar os sinais vitais, como, pressão arterial, temperatura e batimentos cardíacos, peso e teste de anemia. Em seguida faz uma entrevista individual e sigilosa onde serão analisados os antecedentes e o estado atual de saúde do candidato à doação.  

Após essas avaliações, é feita a coleta de sangue e amostras para a realização dos testes laboratoriais. Pois, depois essa doação, o voluntário recebe um lanche e ele deve permanecer por no mínimo 15 minutos no local hemoterápico.      

Depois da doação é importante seguir algumas determinações como: 

Não fumar por no mínimo duas horas; 

Não praticar exercícios físicos e atividades perigosas, nas 12 horas após a doação de sangue;  

Para evitar sangramentos e hematomas, não carregue peso ou dobre o braço.  

O curativo pode ser retirado 4 horas após a doação.    

Pois, em tempos de pandemia da Covid-19, Gesiane Ferreira garante que o atendimento é feito com todo o cuidado e segurança, ou seja, segue os protocolos sanitários na prevenção ao coronavírus. 

 “Não existe risco de contrair nenhuma doença durante o processo de doação. Pois, agora em época de pandemia é adotado todos os protocolos cabíveis para a proteção de cada um dos voluntários. Ou seja, os protocolos sanitários já eram utilizados e apenas foram adaptados para essa particularidade que a pandemia apresenta que é evitar aglomeração, um processo de higienização mais frequente. Portanto, não existe risco algum em contrair doenças durante a doação de sangue.”   

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Onde doar sangue

Para você que pretende ser um doador de sangue, procure a Rede de Captação de Sangue mais próxima. Pois, no Rio Grande do Sul essa rede é formada pelo Hermorgs, Hospital de Clínicas e Hospital Conceição, em Porto Alegre. Além disso, existem mais hemocentros regionais de Alegrete, Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa. 

“Importante que as pessoas tenham empatia, se coloquem no lugar do outro.  Não espere um ente seu precisar de sangue. Portanto, sempre pense no outro, que todo mundo tem um amor. Então, porque não ajudar o amor de alguém ser salvo através da doação de sangue?

O dia de doar sangue é hoje e quando tiver condições, plena de saúde.”, reforça Gesiane Ferreira Almansa.  

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